sábado, 26 de setembro de 2009

PEBBLES: ORIGINAL SIXTIES PUNK & PSYCH CLASSICS (1978)

Esta coletânea foi originalmente editada em meados de 1978, na esteira da boa aceitação de outra importante compilação lançada alguns anos antes pela Elektra Records, a lendária coletânea Nuggets, que apresentava basicamente a mesma proposta: um mapeamento do que havia de mais cru, sujo e selvagem no rock americano dos anos 60.A série de coletâeneas Pebbles - com mais de vinte volumes - sempre primou por apresentar grupos obscuros que, na grande maioria das vezes, atingiram sucesso apenas em escala regional nos EUA durante os anos 60, em hits singles que raramente ultrapassavam as fronteiras de seus respectivos Estados. Os discos mostram uma quantidade absurda de bandas das quais você certamente nunca ouviu falar na sua vida! Para os mais curiosos, o Polimorfismo disponibiliza aqui o primeiro (e mais clássico) volume da compilação, mais a caixa Pebbles Trash Box, um resumo da ópera das mais de três década de garimpagem da série.



Álbum original:


Box Set:

domingo, 20 de setembro de 2009

SUBURBIA: ORIGINAL MOTION PICTURE SOUNDTRACK (1997)

Trilha sonora bacaninha de um filme pé-no-saco. Suburbia tem faixas inéditas do Sonic Youth, Thurston Moore costurando pra fora com "Psychic Heart", Stephen Malkmus com as meninas do Elastica coverizando o X, o Boss Hog aniquilando com "I'm Not Like Everybody Else", mais velharias dos Butthole Surfers, Flaming Lips e alguns sons pro pessoalzinho "muderno" não sair reclamando. Tem pra todo mundo!

Link: Suburbia Original Motion Picture Soundtrack

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

SIMPLY SAUCER: CYBORGS REVISITED (1974)

O álbum Cyborgs Revisited, do grupo pré-punk canadense Simply Saucer é um documento precioso da história do rock. Da mesma linhagem de monolitos como o Rocket From The Tombs, os Saucers chamam a atenção pela singularidade de seus arranjos, fundindo com incrível naturalidade influências que vão de Stooges e Velvet Underground, ao krautrock de grupos como o Can e a nata do underground inglês do início dos anos 70, representado por nomes como Hawkwind e The Pink Fairies. Temas como "Electro Rock" e "Nazi Apocalypse" merecem lugar no hall dos grandes clássicos do rock. Imperdível.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

IMPOSSIBLE BUT TRUE: THE KIM FOWLEY STORY (Ace Records)

Mapear a produção do ultraprolífico músico, ativista e agitador cultural Kim Fowley - figura mitológica do cenário musical de Los Angeles nos anos 60 -, não é tarefa fácil. Mas num breve retrospecto é possível dar ao menos uma ideia do grau da importância e influência exercida por ele na música pop dos últimos 45 anos. Seja como músico, seja como produtor, empresário ou descobridor de talentos, o homem já fez de tudo. De doo wop a pré-punk, de psicodelia a glam, de punk a heavy metal.

Figura notória da cena rock californiana desde os anos 60, Kim foi empresário de Doris Day, era amigo de gente como Jim Morrison e Charles Manson (!!!), tocou nos Mother of Invention, de Frank Zappa (no álbum Freak Out!, de 1966), produziu trabalhos para uma lista interminável de artistas: Gene Vincent, The Seeds, Family, Slade, The Runaways, etc. Como "descobridor de talentos" revelou de Johnny Winter a Kiss, passando por Mötley Crüe e Guns N' Roses. Suas músicas foram gravadas por artistas das mais diversas matizes: The Mummies, The Byrds, Sonic Youth, Kiss, Red Kross, Anthrax, Teenage Fanclub, Nirvana, etc. etc. Em pouco mais de 30 faixas, esta antologia se propõe ao quase impossível: dar uma geral na carreira de Kim Fowley, compilando material que vai desde gravações solo do músico, passando por registros de algumas de suas inúmeras bandas (Hollywood Arglyles, The Victors, Spider, The Rangers), e faixas que ele produziu para artistas como Gene Vincent, The Seeds, Soft Machine, Paul Revere & the Raiders, entre outros. Disco impresindível para curiosos e fãs do melhor rock 'n' roll.

Link: Impossible But True: The Kim Fowley Story

UNSANE: SCATTERED, SMOTHERED & COVERED (Amphetamine Reptile)

Este power trio casca-grossa de New York City definitivamente não faz música para os jovens amantes. O som dos caras fica entre o noise do pessoal da cena pig fucker nova-iorquina, o hardcore e o metal. Nivelando a coisa por baixo, dá pra dizer que eles guardam certa similaridade a contemporâneos que deram certo, como o Helmet. A diferença é que o Unsane é bem mais áspero, puto, e, portanto, menos palatável ao gosto médio da garotada consumidora do rock alternativo que invadia as MTV's da vida no início dos anos 90.O meu primeiro contato com a música do Unsane foi ouvindo "Bath", faixa do primeiro álbum da rapaziada, gravado ainda no final dos anos 80 (a banda começou em 1988), e lançado somente em 1991. Um disco que me impressionou muito, mas se for para eleger um álbum dos caras como o mais representativo, este será a usina de ódio: Scattered, Smothered & Covered. Não há necessidade para grandes elucubrações. Ouçam! É a trilha sonora perfeita para quem anda abraçado ao rancor.



Link: Unsane - Scattered, Smothered & Covered (1995)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

HARRY CREWS: NAKED IN GARDEN HILLS

Harry Crew foi um escritor beat daquela turma do Greenwich Village (NYC). Nunca li, mas sei que seu nome serviu para batizar este projeto paralelo da menina Kim Gordon (baixista do Sonic Youth) com a cantora e guitarrista Lydia Lunch. Isso nos idos de 1988, época do superestimadíssimo Daydream Nation. Harry Crews é barulheira das brabas ao estilo do velho Teenage Jesus and The Jerks e este álbum é uma compilação de registros de shows que elas fizeram pelo Reino Unido entre 1988 e 1989. Se você, meu jovem, é chegado àquelas bandas da cena no wave e tem saudades do velho Sonic Youth, este disco aqui talvez resolva o seu problema!