terça-feira, 19 de maio de 2009

THE MUSIC MACHINE: TURN ON (1966)

Antes do psicodelismo e do flower power baterem forte na costa oeste norte-americana, já havia um cenário musical muito forte na cidade de Los Angeles. Foi de lá que surgiram bandas como The Doors e figuras lendárias como Arthur Lee (do grupo psicodélico Love) e Kim Fowley. Los Angeles também foi palco de algumas das mais importantes bandas de garagem do período: The Seeds, The Standells e The Music Machine. Este último, já chamava a atenção pela forte identificação visual.
O Music Machine surgiu em 1966, das cinzas de um grupo de pouca expressão chamado The Ragamuffins, de onde saíram o vocalista Sean Bonniwell, o baixista Keith Olsen e o baterista Ron Edgar. Com a adição do organista Doug Rhodes e do guitarrista solo Mark Landon, o novo grupo tomou forma e imediatamente começou a cobrir o circuito de casas noturnas de LA. Em setembro de 1966, os cinco entraram em estúdio com o produtor Brian Ross, de onde saíram com o compacto arrasa-quarteirão "Talk Talk". O álbum de estréia do quinteto, (Turn On) The Music Machine, chegou às lojas no mesmo ano e não vendeu nada. Independentemente do fracasso comercial, Turn On... é um disco fantástico! Canções como "Talk Talk", "Wrong" e "Trouble", impressionam pela dinâmica e criatividade dos arranjos. Um clássico do sixties punk. E como eu sou um cara barra-limpa, além do álbum de estréia, também estou postando aqui como bônus o segundo LP da rapaziada, The Bonniwell Music Machine . See ya!

Apontado pelo famoso crítico de rock Lester Bangs como a maior cópia dos Yardbirds que já existiu, o Count Five foi um pouquinho mais do quê isso. É certo que eles foram uma banda de um hit só, a extraordinária "Psychotic Reaction" - com seu riff de guitarra pegajoso e maravilhosamente imundo -, mas neste álbum de estréia, lançado no prolífico ano de 1966, os meninos apresentam um punhado de boas canções que merecem constar na lista de preferidas de qualquer fã de trash rock, e temas como "Double Decker Bus", "Peace of Mind" e "Pretty Big Mouth", são capazes de animar qualquer festa moderninha!

Link: Count Five - Psychotic Reaction (1966)

Em seu segundo álbum, a mais selvagem e influente banda de garagem de todos os tempos reitera seu credo numa perfeita continuação dos desvarios cometidos no inacreditável disco de estréia, Here Are The Sonics!!!. Da pauleira caústica de "Cinderella" à ode ao demo em "He's Waiting", chegando ao terremoto rítmico de "Shot Down", você tem basicamente tudo o que precisa para sair correndo e montar sua própria banda! Pelo menos foi assim que aconteceu comigo...