domingo, 8 de março de 2009

WEIRD WAR AND THE NEW PROGRAM TO DESTROY AMERICA!

Ian Svenonius sabe bem como meter o dedo na ferida da má consciência de seu país. Ele sempre fez isso com muita inteligencia, usando alegorias bastante imaginativas para compor suas letras repletas de metáforas e boas doses de ironia. Tem sido assim desde os tempos da Nation of Ulysses - uma das mais importantes formações hardcore de Washington, surgidas do famoso Revolution Summer, aquele movimento que ironicamente acabou se tornando responsável por muito do que temos que aguentar hoje em dia. Muito bem, com o fim da Nation of Ulysses no início dos anos 90, Ian formou o Make Up, que fazia do Soul e do psicodelismo de garagem dos sixties a cama para a sua acidez característica.

O Weird War veio em seguida, em meados de 2002, quando Svenonius decidiu que o Make Up já havia dado o seu recado. Para ele, o grupo perdeu a razão de existir quando diluidores passaram a copiar o que eles haviam criado. Com o Weird War (nome tirado de um antigo gibi da DC Comics) Ian deu início a uma novíssima etapa em sua carreira, mantendo, no entanto, as características básicas do que ele vinha fazendo: unir bases dançantes à letras irônicas e nada ingênuas. O guitarrista Neil Michael Hagerty (ex-Pussy Galore e Royal Trux) e sua ex-parceira no Make Up, Michelle Mae (baixo) foram os convocados para começar esta pequena revolução.

Weird War é um combo mutante com um modus operandi pouco convencional. Eles não têm uma fórmula definida ou algo do tipo, apenas a fantástica capacidade de lançar mão de suas várias influências (Jimi Hendrix, Sly Stone, James Brown, Funkadelic, etc.) para chegar a algo completamente novo. A banda não lança nada há quase quatro anos, mas eu soube através de fonte segura que eles ainda estão bem ativos! O último disco da moçada foi o Illuminated By The Light, de 2005. Abaixo, dois bons exemplos do que tentei explicar aqui para vocês. See ya!