domingo, 11 de janeiro de 2009

JERRY TEEL & THE BIG CITY STOMPERS

Por Marco ButcherCom uma lista de produções, bandas e discos de tirar o fôlego de qualquer um, esse norte americano que atende pelo nome de Jerry Teel tem feito parte da cena punk, trash, blues, boogie, country e no wave desde seu início em NYC onde tem vivido nos últimos anos. Honeymoon Killers, Chrome Cranks, Little Porkchop, Boss Hog e The Knoxville Girls fazem parte da lista de bandas onde esse inquieto arquiteto da música trash já teve seus pés fincados!!! Agora ele esta de volta pra mais um ataque bluegrass country and boogie com seu novo grupo Jerry Teel & The Big City Stompers.


Marco Butcher - Eu ouvi o primeiro disco dos Big City Stompers e percebi que tem muito da country music e do bluegrass ali, você poderia nos dizer como esse tipo de música apareceu na sua vida e quão importante em termos de direções e influências isso é para o trabalho que está fazendo agora?

Jerry Teel - Bom, ambos, eu e minha mulher, crescemos no sul e fomos expostos a country music na nossa infância. Eu nasci no Alabama, há poucas milhas do local de nascimento do Hank Williams. A Pauline esteve rockando pelo Texas, terra do George Jones. Eu acho que tudo isso é inerente e talvez nós estivéssemos nos sentindo um pouco com saudade de casa quando gravamos este primeiro disco, já não soamos tão country assim.

MB - Vocês têm uma formação bem interessante com dois vocalistas, como isso funciona na hora de escrever as músicas e pensar em arranjos para melodias de sons?

JT - Pauline e eu escrevemos os sons e trabalhamos juntos na harmonia disso, melodias, refrões e coisas assim, e levamos para a banda. Cada um faz sua própria coisa e terminamos por fazer o arranjo final em grupo.

MB - Você poderia nos dizer que tipo de resposta teve com este primeiro álbum dos Big City Stompers e qual sua impressão do mercado musical atual? Esse disco foi lançado em vinil também?

JT - Algumas pessoas realmente gostaram dele. Eu fico feliz que tenha sido feito e documentado, no tempo e no lugar certo em nossas vidas. Eu não sou tão obsessivo com mercado musical, a maior parte das coisas que eu gosto simplesmente não vendem. Os artistas de quem gosto não estão nessa por dinheiro nem nada disso. Sim, este álbum saiu também em vinil em Edição limitada e colorida.

MB - Eu vi alguns vídeos de vocês tocando ao vivo e a minha impressão é que a banda parece ser bem elástica em termos de experimentações e escolha de novos rumos no palco. Você poderia nos dizer como o fato de você ter passado por tantas bandas diferentes age no topo de tudo isso?

JT - Eu não quero estar limitado de forma alguma musicalmente. Eu estou completamente mergulhado na expressão "mantenha sempre aberto e sem finais" só deixando que tudo fique ali indo e vindo, para mim isso é rock 'n' roll, é sobre mágica, cura para o espírito, estar realmente lá fazendo.

MB - Você se considera um compositor ou é algo que você simplesmente acorda de manhã e TEM que tocar?

JT - É algo que tenho que fazer. Realmente eu nunca pensei sobre mim como compositor, eu sou só um fã e minha vida não funciona sem música.

MB - Você também trabalha como produtor, gravando bandas e fazendo discos, como é estar do outro lado do vidro do estúdio apertando os botões?

JT - Eu amo o estúdio e adoro apertar e puxar todos aqueles botões assistindo as agulhas do VU e tudo mais. Eu realmente aprecio a experimentação com o som que está sendo feito ali, é um pouco do cientista louco no meu sangue e o estúdio é meu laboratório.

MB - O que você acha que o público sul americano poderia encontrar num show dos Big City Stompers?

JT - Bom, uma banda Americana tocando garage blues punk e rockando chapada alguns country e tocando putero no palco.

MB - Alguns dos meus discos favoritos têm suas mãos nele, seja tocando gaita, guitarra, cantando ou na produção, como você começou a Fun House e que tipo de resposta isso trouxe para sua carreira musical?

JT - A Fun House era originalmente o espaço de ensaio da minha antiga banda (The Honeymoon Killers) e também de algumas outras bandas de Nova York durante os anos 80. Após anos colecionando equipamento eu decidi que era hora de transformar aquele espaço num estúdio propriamente dito. Montei o estúdio com a intenção apenas de gravar minhas próprias bandas ali, mas é claro que depois de um tempo, todo mundo queria gravar ali. E foi assim que tudo começou e foi também assim que acabei me envolvendo em tantos projetos e trabalhando com tantas pessoas diferentes. MB - Quais são os planos dos Big City Stompers para 2009?

JT - Nós queremos gravar um disco entre janeiro e fevereiro, a maior parte do material para este disco é nova e, além disso, este novo trabalho é bem mais experimental e bem menos country.

MB - Algum plano para uma tour no Brasil?

JT - Bom, a gente ia amar ir ao Brasil. Está escrito nas cartas?