domingo, 25 de janeiro de 2009

HONEYMOON KILLERS: LET IT BREED (1986)

Por Luís Gustavo
Nova York, início dos anos 80. Nos subterrâneos da Big Apple, surgia uma nova cena musical nas quebradas do Lower East Side. Um novo movimento influenciado pelos desvarios da no wave: a cena Pig fucker. E foi justamente do desdobramento de mais uma das milhares de tendências que sempre fizeram a fama da metrópole que surgiu o Honeymoon Killers, uma das maiores expressões do noise nova-iorquino. Quando Jerry Teel fundou a banda em meados de 1984, não poderia tê-la batizado com um nome mais adequado - The Honeymoon Killers é o título de um perturbador cult movie de 1970.

Bem, talvez esse tipo de analogia não diga muita coisa, mas se a fita do cineasta Leonard Kastle fosse uma banda de rock, ela provavelmente soaria como este grupo assombroso. Sem o Honeymoon Killers, jamais teríamos, por exemplo, ouvido falar em bandas como Pussy Galore e Royal Trux.

Let It Breed, terceiro álbum do Honeymoon Killers, é um disco massacrante. Definitivamente ele não é pra qualquer um. Da abertura com Power Man, até a cavernosa versão deles para Godizilla, temos aqui uma coleção de temas que parecem evocar o apocalipse numa pesada nuvem negra. Um vendaval de feedbacks de guitarras distorcidas, vocais insanos e ritmos tonitruantes. Ou se você preferir, lindas canções para ninar maníacos. LP recomendadíssimo para os que se encaixam nesta última descrição!