quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

BLACK MEKON: FREE RANGE HASSLE BROKE IN BRAZIL (2008)

Por Luís Gustavo
Constantemente ouvimos algum palerma dizer que o rock está morto - sempre em favor da necessidade de poder vender a última modernagem. Alheia a isso, bandas como a deste endiabrado trio de mascarados, segue firme e nos mostra que o rock está vivo e vai muito bem obrigado. A verdade é que desde que Elvis foi pro exército nego fica dizendo por aí que o rock ‘n’ roll já era. É aquele coisa, tudo é uma questão de saber onde procurar. De ir onde está a ação. Se você não sobe, se você não desce, se você não sabe procurar, aí meu filho, tu sempre vai ficar à mercê da opinião desses “profetas” de merda. O Black Mekon vem de Birmingham, Inglaterra, e se você gosta da coisa real, viva, feita com tesão e entrega, então meu jovem, esta banda é pra você! Três sujeitos mascarados metidos em ternos pretos, detonando o mais esperto blues-punk-trash de que se tem notícia – uma fusão de John Lee Hooker com Pussy Galore. Rock é estilo e atitude. Bons de palco – Steve Mekon (vocal & guitarra), Dave Mekon (guitarra e vocal) e Dan Mekon (bateria e backing vocals) –, exploram como ninguém sua mise-en-scène em frente a uma platéia absolutamente embasbacada. Quem viu, garante. Black Mekon é música crua, primitiva, estilosa e ultra sexy. Em novembro do ano passado os três fizeram uma pequena tour pelo Brasil, ao lado de Uncle Butcher e do Fabulous Go-Go Boy From Alabama. Com a vinda dos rapazes pra cá, foi produzido um disco especialmente para essa turnê: “Free Range Hassle Broke In Brazil”, CD vendido durante os shows, e que acabou vindo parar aqui na minha mão. O álbum, que tem capa desenhada por Marco Butcher, apresenta o único CD deles, “Tight Pussy”, na íntegra, mais faixas adicionais. Recomendadíssimo!

E agora pra fechar, uma informação quente pra vocês: está sendo gravado e deve sair logo, logo, o primeiro álbum do Solid Soul Disciples, banda de Marco Butcher com o pessoal do Black Mekon e o fabuloso go-go do Alabama. Nem te conto...


domingo, 25 de janeiro de 2009

HONEYMOON KILLERS: LET IT BREED (1986)

Por Luís Gustavo
Nova York, início dos anos 80. Nos subterrâneos da Big Apple, surgia uma nova cena musical nas quebradas do Lower East Side. Um novo movimento influenciado pelos desvarios da no wave: a cena Pig fucker. E foi justamente do desdobramento de mais uma das milhares de tendências que sempre fizeram a fama da metrópole que surgiu o Honeymoon Killers, uma das maiores expressões do noise nova-iorquino. Quando Jerry Teel fundou a banda em meados de 1984, não poderia tê-la batizado com um nome mais adequado - The Honeymoon Killers é o título de um perturbador cult movie de 1970.

Bem, talvez esse tipo de analogia não diga muita coisa, mas se a fita do cineasta Leonard Kastle fosse uma banda de rock, ela provavelmente soaria como este grupo assombroso. Sem o Honeymoon Killers, jamais teríamos, por exemplo, ouvido falar em bandas como Pussy Galore e Royal Trux.

Let It Breed, terceiro álbum do Honeymoon Killers, é um disco massacrante. Definitivamente ele não é pra qualquer um. Da abertura com Power Man, até a cavernosa versão deles para Godizilla, temos aqui uma coleção de temas que parecem evocar o apocalipse numa pesada nuvem negra. Um vendaval de feedbacks de guitarras distorcidas, vocais insanos e ritmos tonitruantes. Ou se você preferir, lindas canções para ninar maníacos. LP recomendadíssimo para os que se encaixam nesta última descrição!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

BIG STAR: "I NEVER TRAVEL FAR, WITHOUT A LITTLE BIG STAR"

Por Luís Gustavo
Num mundo perfeito, a trajetória do lendário grupo pop Big Star teria sido outra. Em sua curta e acidentada carreira o quarteto não obteve mais do que o brilho fugaz de uma estrela cadente. Não fosse o fato de estarem completamente fora da tendência do que o mercado ditava naquela época e a má distribuição de seus discos, o Big Star seria, sem sombra de dúvida, uma das maiores sensações do rock americano dos anos 70. Tudo começou em 1972, quando o cantor e guitarrista Alex Chilton voltou a Memphis após uma frustrada tentativa de se estabelecer como artista solo em Nova York. Antes disso, Chilton havia largado o The Box Tops, um grupo de blue eyed soul de que fazia parte desde os dezesseis anos. O Box Tops ficou bem famoso em 1967 com hits como "The Letter" e "Soul Deep". Acontece que a ideia de fazer parte de uma banda que funcionava sob a égide de produtores, começou a incomodar o inquieto Chilton que abandonou o grupo em pleno palco no meio de uma apresentação, em 1969. Pois bem, após esse período de peregrinação pela "grande maçã", Alex reencontrou alguns velhos amigos que haviam começado uma nova banda em Memphis, a Ice Water. Desnecessário dizer que esse grupelho viria a se tornar o fabuloso Big Star, não é verdade?

No início dos anos 70, se você quisesse se dar bem no music business teria que montar uma banda progressiva ou de heavy metal. Teimosos, Chilton e seus amigos - o guitarrista e vocalista Chris Bell, o baixista Andy Hummel e o baterista Jody Stephens - preferiram pegar o caminho mais difícil. Isso mesmo, nada de seguir tendências. Mudaram o nome do grupo para Big Star (nome de um supermercado que ficava nas proximidades do estúdio onde os quatro se reuniam) e começaram a ensaiar e a compor suas próprias canções. Alex e Chris sacaram de imediato que havia uma boa química entre eles, e em pouco tempo a dupla tinha material suficiente para registrar um álbum completo, que eles gravaram ali mesmo no estúdio Ardent, onde costumavam ensaiar. Em abril de 1972, foi lançado de forma discreta o clássico # 1 Record. Dizer que o álbum foi lançado de "forma discreta" é uma bondade minha. A verdade é que houve um tremendo descaso por parte da Stax, que preferiu dar mais atenção aos seus tradicionais artista de r&b. Resultado: o disco foi muito mal distribuído e não vendeu nada.

Assim, boa parte do público lamentavelmente foi privado de conhecer maravilhas como "Fell", "The Ballad Of El Goodo", "Thirteen" e outras gemas pop perfeitas. A crítica, por outro lado, os colocava nas alturas dizendo que o Big Star era a mais brilhante, criativa e inovadora banda em atividade. Enquanto isso, nuvens negras pairavam sobre a banda. Chilton e Bell começaram a entrar numa furiosa disputa pela liderança do grupo. Egos elevados até a estratosfera e drogas pesadas tornaram o clima entre os dois vocalistas insuportável, o que levou Bell a pedir as contas. Nessa a banda quase se dissolveu, mas Chilton conseguiu reestruturar o grupo, que lançançou em seguida um segundo (e melhor) álbum: Radio City. Que também não vendeu nada. Em 74, tudo termina. A banda até tinha material pronto para lançar o terceiro álbum, mas o selo Ardent passava por grandes dificuldades, e acabou falindo. Com isso, o terceiro disco do Big Star foi abortado e Alex deu a banda por encerrada. Partiu mais uma vez para Nova York e deu início a uma errática carreira no circuito de bares da Metrópole. Foi tocando e frequentando bibocas como o CBGB's que Chilton conheceu e virou fã de uma banda chamada The Cramps, da qual veio a ser produtor dos primeiros trabalhos do grupo. Isso em 1978, quando Alex Chilton e seu antigo grupo já eram considerados cult entre o pessoal do circuito ondeiro de Nova York. Com o interesse tardio do público, os velhos discos do Big Star foram reeditados e o então inédito terceiro disco, finalmente lançado com o título de The Third Album (posteriormente relançado como Sister Lovers). Ainda em 78, Chris Bell retornou aos EUA, após anos na Inglaterra. O músico tentou reatar com Chilton e lançou seu primeiro solo, I Am The Cosmos, mas morreu logo em seguida num acidente automobilístico. Em 1993, o Big Star fez um honesto e elogiado comeback com dois de seus membros originais - Alex Chilton e o baterista Jody Stephens - ao lado de dois integrantes da banda alternativa The Posies (o guitarrista Jon Auer e o baixista Ken Springfellow). Daí saiu um ótimo disco ao vivo chamado Columbia - Live At Missouri Univiversity 4/25/93, cujo o repertório cobre grande parte dos dois primeiros discos do grupo, presta um tributo a Bell - com o guitarrista Jon Auer do Posies, interpretando "I Am The Cosmos" -, e ainda apresenta versões interessantes para músicas do T Rex e de Todd Rundgren. Em 2005, a banda voltou a dar as caras com um novo disco de estúdio, In Space, gravado no velho estúdio Ardent, em Memphis - onde tudo começou.

Discografia selecionada

The Box Tops – The Best Of The Box Tops (67-69)
Alex Chilton – 1970 (1970)
Big Star – # 1 Record (1972)
Big Star – Radio City (1974)
Big Star – Third/Sister Lovers (1978)
Big Star – Columbia - Live At Missouri University (1993)

domingo, 18 de janeiro de 2009

THESE IMMORTAL SOULS: I'M NEVER GONNA DIE AGAIN (1992)

Ainda que o nome Rowland S. Howard soe estranho para a grande maioria, posso afirmar sem medo de estar exagerando, que estamos diante aqui de um verdadeiro ícone do rock alternativo. Mola-mestra do pesadelo sônico do Birthday Party, Howard sempre foi sinônimo de guitarradas corrosivas e sinuosas. Este I’m Never Gonna Die Again é o segundo e último álbum do These Immortal Souls, grupo que o guitarrista fundou com alguns ex-integrantes de sua banda anterior, a Crime and the City Solution. Aqui, Rowland exorciza seu demônios em canções personalíssimas impregnadas de lirísmo e uma sensibilidade Junkie de gelar a alma.

domingo, 11 de janeiro de 2009

JERRY TEEL & THE BIG CITY STOMPERS

Por Marco ButcherCom uma lista de produções, bandas e discos de tirar o fôlego de qualquer um, esse norte americano que atende pelo nome de Jerry Teel tem feito parte da cena punk, trash, blues, boogie, country e no wave desde seu início em NYC onde tem vivido nos últimos anos. Honeymoon Killers, Chrome Cranks, Little Porkchop, Boss Hog e The Knoxville Girls fazem parte da lista de bandas onde esse inquieto arquiteto da música trash já teve seus pés fincados!!! Agora ele esta de volta pra mais um ataque bluegrass country and boogie com seu novo grupo Jerry Teel & The Big City Stompers.


Marco Butcher - Eu ouvi o primeiro disco dos Big City Stompers e percebi que tem muito da country music e do bluegrass ali, você poderia nos dizer como esse tipo de música apareceu na sua vida e quão importante em termos de direções e influências isso é para o trabalho que está fazendo agora?

Jerry Teel - Bom, ambos, eu e minha mulher, crescemos no sul e fomos expostos a country music na nossa infância. Eu nasci no Alabama, há poucas milhas do local de nascimento do Hank Williams. A Pauline esteve rockando pelo Texas, terra do George Jones. Eu acho que tudo isso é inerente e talvez nós estivéssemos nos sentindo um pouco com saudade de casa quando gravamos este primeiro disco, já não soamos tão country assim.

MB - Vocês têm uma formação bem interessante com dois vocalistas, como isso funciona na hora de escrever as músicas e pensar em arranjos para melodias de sons?

JT - Pauline e eu escrevemos os sons e trabalhamos juntos na harmonia disso, melodias, refrões e coisas assim, e levamos para a banda. Cada um faz sua própria coisa e terminamos por fazer o arranjo final em grupo.

MB - Você poderia nos dizer que tipo de resposta teve com este primeiro álbum dos Big City Stompers e qual sua impressão do mercado musical atual? Esse disco foi lançado em vinil também?

JT - Algumas pessoas realmente gostaram dele. Eu fico feliz que tenha sido feito e documentado, no tempo e no lugar certo em nossas vidas. Eu não sou tão obsessivo com mercado musical, a maior parte das coisas que eu gosto simplesmente não vendem. Os artistas de quem gosto não estão nessa por dinheiro nem nada disso. Sim, este álbum saiu também em vinil em Edição limitada e colorida.

MB - Eu vi alguns vídeos de vocês tocando ao vivo e a minha impressão é que a banda parece ser bem elástica em termos de experimentações e escolha de novos rumos no palco. Você poderia nos dizer como o fato de você ter passado por tantas bandas diferentes age no topo de tudo isso?

JT - Eu não quero estar limitado de forma alguma musicalmente. Eu estou completamente mergulhado na expressão "mantenha sempre aberto e sem finais" só deixando que tudo fique ali indo e vindo, para mim isso é rock 'n' roll, é sobre mágica, cura para o espírito, estar realmente lá fazendo.

MB - Você se considera um compositor ou é algo que você simplesmente acorda de manhã e TEM que tocar?

JT - É algo que tenho que fazer. Realmente eu nunca pensei sobre mim como compositor, eu sou só um fã e minha vida não funciona sem música.

MB - Você também trabalha como produtor, gravando bandas e fazendo discos, como é estar do outro lado do vidro do estúdio apertando os botões?

JT - Eu amo o estúdio e adoro apertar e puxar todos aqueles botões assistindo as agulhas do VU e tudo mais. Eu realmente aprecio a experimentação com o som que está sendo feito ali, é um pouco do cientista louco no meu sangue e o estúdio é meu laboratório.

MB - O que você acha que o público sul americano poderia encontrar num show dos Big City Stompers?

JT - Bom, uma banda Americana tocando garage blues punk e rockando chapada alguns country e tocando putero no palco.

MB - Alguns dos meus discos favoritos têm suas mãos nele, seja tocando gaita, guitarra, cantando ou na produção, como você começou a Fun House e que tipo de resposta isso trouxe para sua carreira musical?

JT - A Fun House era originalmente o espaço de ensaio da minha antiga banda (The Honeymoon Killers) e também de algumas outras bandas de Nova York durante os anos 80. Após anos colecionando equipamento eu decidi que era hora de transformar aquele espaço num estúdio propriamente dito. Montei o estúdio com a intenção apenas de gravar minhas próprias bandas ali, mas é claro que depois de um tempo, todo mundo queria gravar ali. E foi assim que tudo começou e foi também assim que acabei me envolvendo em tantos projetos e trabalhando com tantas pessoas diferentes. MB - Quais são os planos dos Big City Stompers para 2009?

JT - Nós queremos gravar um disco entre janeiro e fevereiro, a maior parte do material para este disco é nova e, além disso, este novo trabalho é bem mais experimental e bem menos country.

MB - Algum plano para uma tour no Brasil?

JT - Bom, a gente ia amar ir ao Brasil. Está escrito nas cartas?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

THE CHUMPS: THE PROBLEM WITH SAXOPHONES (1977-1980)

"Esse é o primeiro álbum de hardcore da história. Toda a concepção Dischord veio daí desse disco", disse Marco Butcher numa conversa que tivemos há alguns dias. Verdade. Sem os Chumps não teriam existido bandas como Nation of Ulysses, por exemplo. Podemos chamar isso de punk rock, podemos dizer que eles foram os precursores do hardcore de Washington DC, podemos chamar de música torta, de arte performática ou sei lá mais o que, mas a verdade é que é praticamente impossível rotulá-los. Esta é uma das bandas mais loucas que eu já ouvi na vida! Absolutamente anárquica e fora dos padrões.O grupo foi formado em meados de 1975, quando o menino Rob K se mudou para Washington para cursar faculdade. Lá, ele conheceu os outros loucaços da banda - os guitarristas Dave Findley e Mike Miller, o baterista Rich Dreyfuss e o saxofonista John Dreyfuss -, e começaram a agitar alguns shows no circuito de casas noturnas da capital. Bandas como Bad Brains e Half Japanese fizeram seus primeiros shows abrindo para os Chumps que, definitivamente, foi a banda que começou tudo naquela área.

Lançado em CD há bem pouco tempo pelo selo australiano Afterburn Records, este disco é um achado! The Problem With... compila material raro e inédito da banda que nos seus quatro anos de atividade lançou muito pouca coisa. Aproveitem meninada!


The Chumps:

Rob Kennedy - baixo e vocais
Dave Findley - guitarra
Mike Miller - guitarra
Rich Dreyfuss - bateria
John Dreyfuss - sax

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

MORRE O GUITARRISTA RON ASHETON

Rapaz, estou aqui até agora sem conseguir acreditar nisso! Mas segundo uma nota publicada no site do New Musical Express, Ron Asheton, o guitarrista da formação original do seminal grupo pré-punk The Stooges, foi encontrado morto na manhã desta terça feira, 6 de janeiro, em sua casa na cidade de Ann Arbor, Michigan. De acordo com informações dadas pela polícia local, o assistente pessoal de Asheton contactou as autoridades na noite dessa última segunda-feira, após passar dias sem conseguir entrar em contato com o músico. A polícia disse ter encontrado o corpo do guitarrista no sofá da casa onde morava. Aparentemente Ron faleceu em decorrência de um ataque cardíaco, mas a causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.Quem me conhece sabe, apesar de nunca ter triscado numa guitarra durante toda a minha vida, o menino Ron sempre foi um herói pra mim! Um gênio intuitivo do rock. Dentro e fora dos Stooges, Ron Asheton influenciou e continuará influenciando gerações. Que venham as devidas homenagens!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

CHEATER SLICKS: FORGIVE THEE

Por Luís Gustavo
Um ano de Polimorfismo Perverso. Dá pra acreditar? Vou ser bem honesto com vocês: nunca levei nenhum fanzine, blog ou qualquer coisa do tipo tão longe! E isso, amiguinhos, é crescer! Mas agora falando sério, o fato de eu ter chegado até aqui com isso está ligado a um único motivo: eu realmente estou gostando muito de fazer esse negócio.

Durante esse tempo sempre publiquei o que me deu na veneta, sem me preocupar com essa coisa da "novidade" ou seja lá o que for que andem ditando por aí nos cadernos B da vida culturais. O critério de relevância aqui sempre foi o de que o assunto represente algo em primeiríssimo lugar para mim. Este é o primeiro post do ano de 2009 e, como podem ver, nada vai mudar. Para reafirmar essa minha teimosia filha da puta deixo aqui uma coletânea dupla bem bacana, que passa um pente-fino na obra de um dos "favoritos da casa": o veterano trio garageiro Cheater Slicks. Um grupo que apesar de muito reverenciado – ao ponto de ser bastante "coverizado", inclusive – por gente como o pessoal do Mudhoney, Dirtbombs, New Bomb Turks etc, permanece até hoje como uma daquelas bandas cult para meia dúzia de "entendidos".

Link: Cheater Slicks - Forgive Thee (In The Red Records)