quinta-feira, 6 de novembro de 2008

THE ROLLING STONES: SINGLES COLLECTION (THE LONDON YEARS)

O fino da "maior banda de rock do mundo" está aqui neste Singles Collection: The London Years. A banda em questão você conhece não é mesmo? Absolutamente desnecessário qualquer tipo de apresentação... Qualquer prego que tenha vivido neste planeta nos últimos 45 anos certamente já ouviu falar nos Rolling Stones – a banda que inventou essa mania neurótica de ser "marginal" no rock 'n' roll.

Foram eles que fizeram da imagem de delinqüentes juvenis quase que uma profissão, graças as manobras publicitárias do empresário maluquete Andrew Loog Oldham. O resultado é que depois dos Rolling Stones ninguém jamais conseguiu ser "família" e emplacar na música pop. Anyway, por mais que pareça legal e até mesmo engraçadinho esse esforço dos rapazes em parecerem bad boys sujos e arrogantes, a verdade é que eles tinham cacife suficiente para se impor no cenário pop mundial sem precisar valer-se de presepadas de qualquer espécie.
Das primeiras gravações ainda bem sujas e garageiras, das quais eles faziam algumas das mais sensacionais versões para números de rhythm 'n' blues e rock 'n' roll norte-americanos, até o notável desenvolvimento de seu estilo característico, quando passaram a privilegiar material próprio (dizem que foi preciso Oldham trancar Jagger e Richards num quarto, para que a dupla aparecesse com alguma música própria), ou seja, em absolutamente todas as ocasiões, o brilhantismo do grupo sempre foi algo bastante evidente e pode ser percebido até pela mais bronca das criaturas.

Essa simpática caixinha, lançada originalmente em Agosto de 1989 pela ABKO Records, oferece a todos a oportunidade de comprovar tudo isso que estou dizendo. Os três discos do Box fazem um apanhado completo e em ordem cronológica de todos os singles (lados A e B) editados pelo grupo durante os anos 60, via Decca Records (na Inglaterra) e London Records (nos EUA). Um retrato em polaroid da fase áurea dos Stones, quando a banda ainda estava em ponto de bala e contava com o talento e o carisma do guitarrista Brian Jones, assassinado na piscina de uma de suas propriedades em julho de 1969.

De "Come On" (o clássico primeiro compacto do grupo, de 1963) até as primeiras intervenções do guitarrista Mick Taylor (o substituto de Brian a partir de 69 até meados dos anos 70), aqui você tem basicamente tudo que precisa para virar fã dos Stones de uma vez por todas!

Links:

Singles Collection: The London Years (Disco 1)

Singles Collection: The London Years (Disco 2)

Singles Collection: The London Years (Disco 3)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Up era aquela banda de Michigan que ficava ali espremidinha entre o carisma dos Stooges e o prestígio e liderança do MC5. Uma das bandas mais subestimadas da cena rock de Detroit/Ann Arbor e, provavelmente, o segredo mais bem guardado do underground americano do final dos anos 60 e início dos 70. A prova maior disso é o fato de suas gravações terem permanecido ocultas por décadas, vindo a público somente em 1995, quando esta antologia que reune todo o material gravado pelo grupo foi finalmente lançada.

Assim como a banda do menino Wayne Kramer, o quarteto composto por Frank Bach (vocais), os irmãos Bob e Gary Rasmussen (guitarra e baixo, respectivamente) e Vic Peraino (baterista posteriormente substituído por Scott Bailey), vivia sob a égide do doido de pedra John Sinclair e seu famigerado White Panthers Party. Sim, porque tanto o MC5 quanto o UP assumiam a função de agentes propagadores do discurso revolucionário de Sinclair para a juventude da América naqueles loucos e ingênuos anos 60.O ímpeto desses figuras em descontar no mundo suas angustias adolescentes por meio de altíssimos decibéis, foi despertado em meados de 1967, quando esses refugos da Wayne State University tiveram seu primeiro contato com o som do MC5, numa noite em que estes tocavam no Grande Ballroom.

Durante a época em que estava na ativa, o Up nunca obteve lá muito reconhecimento. Não conseguiram nenhum contrato com uma grande companhia como a Elektra Records, por exemplo. Assim, alguns dos poucos registros que os caras fizeram acabaram saindo por pequenos selos, como a minúscula Rainbow Records, que editou um Split do Up com o poeta Allen Ginsberg. Quando a barra realmente começou a pesar e Sinclair foi preso, o Up ficou meio perdido e acabou sucumbindo as pressões externas, encerrando sua efêmera trajetória em meados de 1972.
Esta coletânea produzida pelo ex-empresário do grupo John Sinclair, inclui todo o raríssimo material do UP disponível, entre gravações de estúdio e ao vivo, mais a performance de Ginsberg gravada com eles em dezembro de 1971 para a Rainbow Records.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

EXCESSO DE INFORMAÇÃO

1. Perda de produtividade - a falta de foco e o excesso de opções nos faz pular de um assunto ou detalhe a outro, distraindo-nos de nossas metas e propósitos.

2. Mente inquieta - este ruído constante de mídia acaba gerando um zumbido constante que obstrui a concentração e a paz interior.

3. Perda de Tempo - todo o tempo desperdiçado recebendo, deglutindo e repetindo informação inútil é descontado de nossa cota diária de trabalho, diversão, envolvimento e felicidade.

4. Desconexão - quanto mais somos expostos e envolvidos pelo excesso de informação, mais se enfraquece nosso elo interior com nossos valores, sentimentos e metas.

5. Stress e Ansiedade - o zumbido da informação inútil vicia, e cria a ilusão de temos milhares de pequenas coisas a fazer, notícias para ler, tarefas a cumprir.

Após meses nessa rotina, a impressão que se tem é a de que se está sempre ocupado, atrasado e devendo.

Think Simple Now

sábado, 1 de novembro de 2008

BOSS HOG: GIRL + (Amphetamine Reptile)

Por Luís Gustavo
O Pussy Galore, uma das bandas mais barulhentas que o circuito alternativo nova iorquino já produziu, encerrou suas atividades em 1990. Mas não sem antes espalhar suas sementes do mal para continuar seu legado de terror e desgraça. Sim, porque do sêmen do Pussy Galore, foram geradas três novas crias: o Royal Trux (do guitarrista Neil Michael Hagerty), a Jon Spencer Blues Explosion (do menino Jon Spencer, naturalmente) e o Boss Hog (da maravilhosa Cristina Martinez e de seu então companheiro Jon Spencer).

Além dos dois ex-Pussy, o Boss Hog contava ainda com elementos do Unsane e dos Honeymoon Killers. Girl Positive é um mini-álbum que eles gravaram pela Amphetamine Reptile em 1993 e, Como fica bem evidente aqui, esse bando tinha como principal proposito desconstruir as estruturas mais tradicionais do blues e do jazz, ao investirem uma gana fudida num drive maníaco de guitarras corrosivas e sujas pra cacete. Very fucking cool!