terça-feira, 28 de outubro de 2008

AMERICAN HARDCORE: THE HISTORY OF AMERICAN PUNK ROCK 1980-1986

Toda a história da ascensão e queda do cenário hardcore norte-americano é contada minuciosamente no documentário American Hardcore, filme do diretor Paul Rachman, com roteiro de Steven Blush (o escritor do livro “American Hardcore: A Tribal History”, no qual o filme em questão é baseado). Além da abordagem inteligente, o grande barato do filme são os flagrantes em performances memoráveis de alguns dos mais importantes nomes do underground americano. Confesso que fiquei emocionado.
A trilha sonora deste documentário que estou postando agora é uma puta coletânea do caralho de bandas do gênero! Dos precursores que romperam estruturas até os que levaram a coisa toda adiante rumo ao esgotamento das fórmulas, está quase tudo o que interessa aqui presente neste disco. Black Flag, Middle Class, Bad Brains, Circle Jerks, Minor Threat, D.O.A., Negative Approach, etc. etc. etc... Na verdade, não há muito que eu comentar aqui. Vejam o filme e ouçam o disco!
Link: American Hardcore: The History Of American Punk Rock 1980-1986

Faixas:

1. Nervous Breakdown - Black Flag
2. Out Of Vogue - Middle Class
3. Pay To Cum - Bad Brains
4. Fucked Up Ronnie - D.O.A.
5. Red Tape - Circle Jerks
6. Filler - Minor Threat
7. I Remember - MDC
8. Nic Fit - Untouchables
9. Kill A Commie - Gang Green
10. Boston Not LA - The Freeze
11. Straight Jacket - Jerry's Kids
12. Boiling Point - SS Decontrol
13. Who Are You/Time To Die - Void
14. Came Without Warning - Scream
15. Enemy For Life - YDI
16. Runnin' Around - DRI
17. Don't Tread On Me (1982 demo) - Cro-Mags
18. Friend Or Foe (1983) - Negative Approach
19. Bad Attitude - Articles of Faith
20. Think For Me - Die Kreuzen
21. I Hate Sports - 7 Seconds
22. Brickwall - Big Boys
23. I Was A Teenage Fuckup - Really Red
24. I Hate Children (1980 demo) - Adolescents
25. My Minds Disease - Battalion Of Saints
26. Ha Ha Ha - Flipper

sábado, 25 de outubro de 2008

THE CRAMPS: LIVE AT NAPA STATE MENTAL HOSPITAL 1978

Por Luís Gustavo
Quando esses mentecaptos se apresentaram no Napa State no dia 13 de junho de 1978, entraram imediatamente para os anais da história do rock ao protagonizarem um de seus mais bizarros capítulos. O Napa State Mental Hospital é uma instituição psiquiátrica situada nas proximidades de São Francisco, na Califórnia. Foi lá que alguém espertamente teve a ideia de registrar toda essa pândega monumental.
Este vídeo é simplesmente inacreditável! Imaginem um show conduzido por um demente como Lux Interior, interagindo com os loucos do hospício que sobem no palco a todo o momento e cantam e dançam com ele na maior naturalidade. Sem sacanagem, na primeira vez que vi isso, ainda no tempo do VHS, minha primeira reação foi algo do tipo 'que porra é essa?!'. Em determinado momento, logo após “Mystery Plane”, Lux fala para os pacientes: “Nós somos os Cramps, nós somos de Nova York, nós dirigimos 3.000 milhas para tocar para vocês”. De repente, alguém grita um “fuck you”. O vocalista dá um sorrizinho, e imenda: “Algumas pessoas me falaram que vocês são loucos, mas parecem normais para mim”. E em seguida a banda ataca com “The Way I Walk”, clássico de Jack Scott. Impagável...

Sim, brothers and sisters, o Cramps é uma banda absolutamente anormal. E isso é um elogio, podem acreditar! A mais perfeita banda de lunáticos de que se tem notícia - e também a mais divertida de todo esse planetinha cretino de meu Deus. Na época desse show, o grupo estava fazendo sua primeira excursão pela costa oeste norte-americana, tocando com os Mutants e abrindo alguns shows para as Runaways, banda de onde saiu a menina Joan Jett. Mas o ponto alto dessa pequena turnê foi esta histórica apresentação no hospício em Napa State. O mais incrível nesssa história toda é o fato de os responsáveis pelo lugar não tê-los segurado lá dentro.
Este espetáculo foi editado posteriormente pela Target Video, e o filme todo dura apenas 20 minutos. Apesar da precariedade técnica, este é sem dúvida um dos mais impressionantes filmes da história do rock.

Se liguem:


Ficha Técnica:

Video: MPEG
Audio: Layer 3 48000Hz stereo
Tempo: 20 mimutos
Tamanho do arquivo: 211 MB

Faixas:

01 - Mystery Plane
02 - The Way I Walk
03 - Whats Behind The Mask
04 - Human Fly
05 - Domino
06 - Love Me
07 - Twist And Shout
08 - TV Set

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lançado há quinze anos, este segundo álbum de Jon Spencer com seu Blues Explosion ajudou a sedimentar o caminho do trio rumo ao mainstream, onde eles puseram pela primeira vez um pezinho com o hit “Afro” – faixa de abertura deste Extra Width, que chegou ao topo das paradas alternativas. Muitos atribuem ao disco o título de “clássico do rock contemporâneo”, entre outras tantas expressões hiperbólicas... O que não deixa de ser verdade.
Aqui, Spencer e seus comparsas – Judah Bauer (guitarra) e Russell Simins (bateria) – atiram para novas direções, distanciando-se um pouco da pauleira cáustica das primeiras gravações do grupo, que ainda apresentava elementos do velho Pussy Galore, o famigerado combo garageiro que Jon comandava em meados dos anos 80. Extra Width dá uma reduzida na sujeira e acentua a influência black da banda, com um som cheio de groove extraído direto do cerne da coisa: o blues e o rhythm ‘n’ blues mais despojado, com lascas de soul music e funk. Para resumir, Extra Width é mais do que um convite é uma intimação para que você levante a bunda da cadeira e dance como um desgraçado!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

MUDHONEY, CLASH CLUB, SÃO PAULO, SP 16 DE OUTUBRO DE 2008

Por Tiago Santana

Cheguei em cima da hora da abertura do local, às 20 horas, encontrando até então poucos fãs na fila da entrada. Lá pelas 21 horas a banda de abertura (que não me recordo o nome, nem pretendo recordar) subiu no palco. Tocavam bem, mas achei tudo muito manjado. Pelo menos foi curto. Pouco depois das 22 horas, os caras (os caras!) apareceram e já começaram chutando a boca da boceta: The Money Will Roll Right In, cover do Fang. A platéia então havia aumentado de número e empolgação, chegando a improvisar uns moshs atrapalhados e arriscados. O êxtase chegou em momentos como Suck You Dry, You Got It, Touch Me I’m Sick... entre outros clássicos, vinho e pedidos aos berros de outras músicas, notei que já estava quase na hora do meu ônibus partir, provavelmente o último. Portanto, não vi o show até a última música.

Mas deu para matar a vontade, já que perdi a turnê deles ano passado. E vi um pessoal novo por lá, com camiseta do Nirvana, claro. Começam por estes, passam pro Mudhoney, e daí pra bandas ultra-cool como Dickies, Undertones e Mr. Bungle. Tomara, pois não agüento mais o pessoal falando dessas bandas novas, chatíssimas, cheias do chamado ‘hype’. Elas deveriam aprender a fazer uma sonzeira de verdade com Mark e sua turma, a 20 anos dando cassetadas nos nossos cérebros.

March to Fuzz!

FANG: LANDSHARK/WHERE THE WILD THINGS ARE (1982-1983)

Por Luís Gustavo
Mais um clássico da podreira com o carimbo de ok do Polimorfismo Perverso! Aqui estão reunidos os dois primeiros discos de um dos mais cultuados e seminais grupos do punk americano dos anos 80 num único CD. Em Landshark (1982) e Where The Wild Things Are (1983), o grupo californiano Fang – Sam McBride (vocais), Tom Flynn (guitarra), Chris Wilson (baixo) e Tim Stiletto (bateria) – deu a saída (assim como outros importantes nomes do punk americano como The Germs, Black Flag, Wipers etc), para muito do que foi feito mais adiante no alternative rock dos anos 90. Canções como “The Money Will Roll Right In”, “Suck And Fuck” e “Everybody Make Me Barf”, são bons exemplos disso.

Formada no início dos anos 80, em Berkeley, na Califórnia, a banda, como qualquer grupo punk que surgisse naquelas paragens, inevitavelmente assumiria uma postura antagônica em relação àquele ambiente pseudo-intelectual e repleto de bichos-grilo, com um som áspero, rude e básico, cuspindo insultos e sarcasmo sob influências explicitas de outros grupos do passado, também compostos por “pessoas do bem” como Stooges e Dead Boys.



O Fang acabou em 1989, quando finalmente a banda entrou em colapso num espiral decadente de drogas e eterna falta de grana. Depois disso, mais um fato lastimável a ser acrescentado à biografia do grupo aconteceu: o vocalista Sammy foi preso por matar a sua namorada (e traficante) por estrangulamento (!). Tragédias à parte, ouça esse disco e perceba como certas coisas simplesmente não envelhecem.

domingo, 19 de outubro de 2008

THE GORIES E OBLIVIANS REALIZARÃO SHOWS EM CONJUNTO PELA EUROPA!

Depois do show de reunião dos Mummies na Espanha, no início deste mês de outubro, mais dois expoentes da tosqueira ianque relizarão seus respectivos come-backs numa turnê em conjunto. Saiu no site holandês Grunnen Rocks – um dos mais conceituados dentre os que se propõe a cobrir o incrível mundo encantado das podreiras de garagem e outras maravilhas –, uma nota anunciando para o ano que vem, uma turnê européia com dois nomes fundamentais do garage rock americano: The Gories e The Oblivians.
Os Gories começaram a tocar seus primeiros acordes em meados de 1986, na cidade norte-americana de Detroit, conhecido berço de podreiras históricas monumenais. A banda foi fundada por um sujeito chamado Mick Collins – uma espécie de “Bo Diddley Punk” – e seus amigos: o guitarrista Danny Khroa e a baterista Peggy O’Neil. Os três faziam um som primitivo e cheio de groove, altamente influenciado pelo jungle de Bo Diddley. “Tentávamos soar como a banda mais primitiva que qualquer um tivesse escutado”, afirma Collins. “Nunca toquei guitarra à sério antes dos Gories. Peggy nunca havia sido apresentada a uma bateria. Já Danny tinha tocado algum acorde numa música antes de entrar no Gories”. Os Gories encerraram suas atividades em 1993. Depois disso, Danny formou seu Demolition Doll Rods e Mick seguiu com seus inúmeros projetos: King Sound Quartet, Blacktop, Screws, Dirtbombs, etc etc.



Já o Oblivians veio bem depois, na época em que os Gories estavam acabando. O grupo foi formado em 1993, por três porra-loucas de Memphis, no Tennessee: Eric Oblivian, Greg Oblivian e Jack Oblivian. Muita demência, crueza e entrega em performances alucinadas. Os Oblivians, a exemplo dos Gories, também só tinha duas guitarras e uma bateria. A banda acabou por volta de 1997. Com o fim do Oblivans, seus integrantes se desdobraram em outras doideiras: Compulsive Gamblers, The Cool Jerks, South Filthy, Knaughty Knights, Limes, Natural Kicks entre outras. A turnê européia dos Gories com os Oblivians deverá rolar entre o final de junho e início de julho de 2009. Quem sabe se eu juntar uma graninha até lá...



Links:

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DO THE POP! AUSTRALIAN GARAGE-ROCK SOUND 1976-1987

No final dos anos 70, o underground australiano presenciou um fenômeno de movimentação contracultural sem precedentes, fomentado por uma proliferação absurda de bandas de garagem que tomava conta dos principais centros: Sydney, Melbourne... Talvez apenas durante o período mais fértil do punk inglês algo desse tipo tenha acontecido. Era coisa de uma banda em cada esquina. Procurar pela origem deste movimento é chegar até o remoto ano de 1974, quando surgiram duas das mais importantes e seminais bandas punk daquele continente: The Saints e Radio Birdman.

Um aspecto bem interessante na história desses grupos está relacionado ao fato de que eles desenvolviam algo totalmente à parte do que se fazia na época nos principais focos de ação do emergente movimento punk. Um diferencial, ao meu ver, bastante positivo e que acredito ser decorrência da remota localização do continente.

Essa sonoridade do punk australiano era diversa, porque as bandas também tinham uma atitude bem diferente daquela coisa niilista do punk inglês, que renegava tudo o que vinha antes deles. Os Australianos não tinham problema algum em buscar informação em movimentos anteriores. Então, a surf music do início dos anos 60, as garage bands americanas que surgiram entre 65-68 e, principalmente, o proto-punk das bandas de Detroit, eram referências comuns a muitos grupos dessa cena.



Boa parte desses lendários grupos do garage rock australiano estão presentes neste Do The Pop, álbum duplo que resgata um número considerável de nomes que muitos só ouviram falar em enciclopédias, e olhe lá... O trabalho de garimpagem é mesmo notável, muito pouca coisa ficou de fora. Neófitos e veteranos com certeza quebrarão tudo e dançarão como nunca ao som de Lime Spiders, Radio Birdman, The Victims, The Saints, The Visitors (banda posterior do menino Deniz Tek, guitarrista do Radio Birdman) e muitas outras. Enfim, é um novo mundo que se revela, é um negócio muito doido e também muito foda! Ouça esses disquinhos bem alto e seja uma pessoa mais feliz. Beijos!!



domingo, 12 de outubro de 2008

Muito groove e psicodelia em arranjos requintados e elegantes. Se você curte easy listening e as maravilhosas trilhas dos filmes italianos dos anos 60, este disco é pra você!

sábado, 11 de outubro de 2008

FLAMING BURNOUT! AN ESTRUS BENEFIT COMPILATION - MAN'S RUIN (1997)

O underground na gringolândia se mantém forte e auto-suficiente porque ainda reside nele boa parte do velho "espírito punk". E o motivo do lançamento desta explosiva compilação de bandas do venerável selo norte-americano Estrus Records é um bom exemplo da manifestação dessa atitude de integração que sempre existiu em níveis diferenciados ao longo de décadas de independência no under.

Nesse caso aqui, o que aconteceu foi o seguinte: as instalações da Estrus, em Bellingham, no estado de Washington, foram completamente dizimadas por um incêndio no início de 1997. Então, afim de angariar fundos para a reconstrução da gravadora, várias bandas se reuniram para gravar este disco beneficente onde cada grupo participa com uma única faixa. Alguns dos representantes do que se faz de mais ruidoso, cru e excitante no rock americano, em variantes que vão do garage punk a surf music estão presentes neste Flaming Burnout.

A Estrus, gravadora fundada por Dave Crider (guitarrista da bandaça The Mono Men), realmente merece esse "little help" do pessoal de seu cast. O selo, além de reune um elenco de contratados pra lá de bacana, organiza anualmente um festival, o Garage Shock, do qual bandas como The Immortal Lee County Killers, Soledad Brothers, The Drags, The Mummies, Man or Astro-man?, the Makers, Gas Huffer, The Mooney Suzuki, The Cherry Valence, Midnight Evils, Mono Men, Federation X, The Trashwomen, Satan's Pilgrims entre outras, perpetuam uma tentativa sistemática de pôr fim à espécie humana em horas de incessante massacre sônico.

Faixas:

1. I Want It - Cheater Slicks
2. She'll Be Mine - The Cowslingers
3. Signifacatiro - Criminals
4. Dig In - Crown Royals
5. Go Go Kitty - Delta 72
6. I'll Be Standing (On My Own) - Electric Frankenstein
7. You Can't Get Him Frankenstein - Fleshtones
8. Cool Down - Gas Money
9. Now I Know - Hi-Fives
10. You Can Be My Baby - Insomniacs
11. Buzz - Lord High Fixers
12. Nobody Loves You Like Me - Madame X
13. Damn Nation - The Makers
14. Drumulator Is Boss - Man Or Astro Man?
15. Behind Bars - The Mono Men
16. 999 - The Mortals
17. Bad Vibes (live) - The Nomads
18. Moscow Woman - Peechees
19. Little Baby - Phantom Rats
20. Ten High - Quadrajets
21. Ben Tenaka - Satan's Pilgrims
22. Rocket Dog - Servotron
23. Jungle Beat '97 - Southern Culture On The Skids
24. Superfly TNT - Space Cookie
25. Ex Lion Tamer - Splash Four
26. Bright Lights, Big City - The Statics
27. Machine - Sugar Shack
28. Trudie Trudie - Supercharger
29. Jet Boys - Teengenerate
30. Push (live) - The Woggles

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

By Winston Smith

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O simples fato de um país sul-americano como o Peru ter parido uma banda como essa, em 1964, causa espanto. Os Saicos sem dúvidas alguma estavam na vanguarda de sua época. O grupo, considerado o mais radical de toda a América Latina durante os anos 60, estava em sintonia com o que se fazia de mais ousado nas garagens norte-americanas.

Formada na capital peruana de Lima, por garotos recém saídos do colegial, a banda a princípio foi batizada com o nome de Los Sadicos, mas a censura da época encarnou nos caras e eles optaram pelo esperto trocadilho de "Saicos", que faz alusão ao filme PSYCHO de Alfred Hitckoock. Como muitas formações garageiras sessentistas, tiveram vida curta e encerraram suas atividades em 1967, deixando apenas alguns poucos compactos - todos reunidos neste Lp lançado em 1999, pelo selo espanhol Eletro-Harmonix. Os Saicos viraram lenda e hoje são objeto de culto para as novas gerações, com bandas como o Leuzemia e os Manganzoides prestando justo tributo a esses autênticos proto-punks latino-americanos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BEYOND THE VALLEY OF THE DOLLS ORIGINAL SOUNDTRACK

Luís Gustavo
Yeah, mais uma trilha sonora das pirações do velho Russ Meyers. Desta vez, o inacreditável "Beyond The Valley of The Dolls". Originalmente, este verdadeiro atestado das taras do "dirty oldman" Meyers, seria uma continuação do filme "The Valley of The Dolls", de 1967. A gigantesca 20th Century Fox contratou o diretor para rodar a tal seqüência, mas, parece que houve um entrave provocado por um processo movido pela autora do livro que inspirou o filme original. Então, o esperto Meyers sugeriu que a Fox o deixasse filmar, não uma continuação, mas uma paródia do tema original. E foi o que ele fez.

Beyond The Valley of The Dolls é um exemplar típico do estilo Russ Meyers de produção: muita mulher gostosa, sexo e violência. Neste longa, uma banda composta por três garotas gostosíssimas vão até Hollywood em busca do sonho de fama e fortuna. No decorrer do processo conhecem um produtor musical esquisitão, o doido de pedra Z-Man, que leva as garotas a um mundo hedonístico de sexo, drogas e rock ’n’ roll. A trilha sonora, como não poderia deixar de ser, trás muito rock psicodélico supostamente tocado por essa banda fictícia. Engraçado notar que o filme apresenta uma estética já ultrapassada até mesmo para época (1970), já que a psicodelia dos temas do disco remete ao clima e som que rolava no já distante “Summer of Love” de 67. Mas isso de forma alguma tira o mérito do filme ou desta trilha sonora - ambos muito divertidos. As canções foram compostas na grande maioria, por Stu Phillips, compositor de trilhas para vários seriados de TV. Há também algumas performances de grupos psicodélicos reais como Strawberry Alarm Clock e The Sandpipers. Para apreciadores do rock psicodélico dos sixties e fãs da película, esse disquinho é diversão garantida!