quinta-feira, 11 de setembro de 2008

THE PRETTY THINGS (1965)

No início da década de sessenta, quando o esperto empresário dos Stones Andrew Loog Oldham criou todo aquele circo para mídia, forjando a imagem de delinqüentes juvenis irrecuperáveis da banda, já havia na época um outro grupo considerado ainda mais sujo e repulsivo que os Rolling Stones: os Pretty Things. Na verdade, as duas eram meio que "bandas irmãs". Ambas vieram da mesma cena que girava em torno do ídolo Alex Corner, e tinham em comum a mesma adoração pelo R&B e pelo Rock de Chuck Berry e Bo Diddley. E mais, o guitarrista dos Pretty Things Dick Taylor, foi o primeiro baixista dos Stones. Ou seja, eram chapas. No entanto, os Pretty Things eram considerados uma degeneração dos Stones - mais selvagens e agressivos.

A banda era um completo desastre. Uma verdadeira aula de como não se conduzir uma carreira. Pra começo de conversa, os Pretties jamais tiveram o mesmo sucesso e fama mundial que a maioria de seus contemporâneos. Eram uns sujeitos arrogantes e teimosos. Declinaram de todos os insistentes convites para tocar nos EUA, preferindo atuar nos palcos europeus e australianos, onde obtiveram algum êxito. A relação pessoal dos caras também era caótica. O baterista Viv Prince, por exemplo, foi expulso da banda durante uma excursão australiana em 1965, surrado pelos demais integrantes dentro de um avião. Nesse meio tempo, lançaram brilhantes compactos e um incrível álbum de estréia. Este que estou postando aqui, que é seguramente um dos melhores debutes de um grupo britânico nos anos sessenta.