domingo, 8 de junho de 2008

THE MAKERS: PSYCHOPATHIA SEXUALIS

Por Luís GustavoAqui no Polimorfismo as coisas parecem despejadas aleatoriamente, não é verdade? Bem, na maioria das vezes eu vou no feeling mesmo. Como agora, que decidi publicar algo dos Makers seguindo o mais prosaico dos critérios. Antes, uma breve apresentação: os Makers iniciaram sua tragetória no início dos anos 90, na pequena cidade de Spokane, no interior do estado de Washington, onde os irmãos Michael e Donny (vocais e baixo, respectivamente) formaram a banda com o baterista Jay Cassady (amigo da dupla desde o jardim da infância). Sim, tudo em família! Até o empresário Vic Mostly é irmão dos meninos. Desde o começo a banda assume uma postura agressiva, em shows barulhentos e selvagens, fazendo o róque mais estiloso e excitante de todo o noroeste norte-americano. Em toda sua discografia, este Psychopathia Sexualis talvez seja o mais representativo de todos. Rock ‘n’ roll mal-criado executado com paixão e entrega num ritmo atropelador - feito por quem acha que o mundo vai acabar, caso reduzam a intensidade do som. Os figuras entendem do riscado... Sabem que para se fazer rock decente tem de usar equipamentos vintage com tudo devidamente ligado no onze! O baixista Donny Virgo, por exemplo, usa um baixo Danelectro Longhorn com distorção, o Guitarrista Jamie Frost, com sua Epiphone Les Paul Special Edition, faz uso de pedais Superfuzz, Booster, Vox Distotion e Vox Wah para trucidar os tímpanos da rapaziada e o baterista Jay Cassady acompanha a pancadaria detonando o seu kit com a delicadeza de um pedreiro. A diferença crucial deste disco em relação aos anteriores está no fato de que aqui eles finalmente conseguiram condensar com um pouco mais de propriedade e estilo todas as influências que nortearam o que o grupo vinha fazendo dos primórdios até então. Um clichezinho pra ilustrar: tentem imaginar algo como os Stones dentro de um triturador junto com os Stooges, MC5 e os New York Dolls (só pra citar as referências mais gritantes) e vocês terão uma ideia do que se trata o negócio. Além disso, os meninos se meteram a fazer até mesmo umas baladas bem bacaninhas. Não sou muito fã de baladas, mas estas ficaram jóia mesmo. O disco foi produzido por Jack Endino e editado pela Estrus Records, um dos selos independentes mais espertos dos EUA. A título de curiosidade, o dono da gravadora, Dave Crider (guitarrista do Mono Men), faz uma participação no disco, na faixa “Deliver Your Disease”. See ya!