domingo, 24 de fevereiro de 2008

TO HELL WITH THE LORDS OF ALTAMONT

Por Luís Gustavo

Esta extraordinária banda de rock ‘n’ roll resgata de maneira incisiva toda a sanha e a atitude típica das lendárias bandas de garagem dos anos sessenta. Munindo-se, para tanto, de um som sujo e virulento, detonado por duas guitarras demenciais, uma seção rítmica acachapante e um delicioso órgão Farfisa (daqueles utilizados por bandas de garagem psicodélicas dos anos 60) que, ao contrário do que isso possa lhe sugerir num primeiro instante, não faz com que o som soe como algo meramente revivalista, muito pelo contrário, confere a ele uma boa dose de personalidade.

A banda iniciou suas atividades em Los Angeles, no final dos anos 90. Em seu line up, há membros egressos de respeitáveis formações do garage trash americano como Fuzztones, Cramps e Bomboras. Tá bom pra você ou tá pouco? Atualmente contam com a presença de um novo e importantíssimo integrante: o legendário baixista do MC5, Michael Davis que, além de fã declarado do grupo, já havia trabalhado com eles em 2005, colaborando na produção do segundo álbum da rapaziada. O primeiro disco, To Hell With The Lords of Altamont, foi lançado em 2002 pela Sympathy For The Record Industry, e é um desacato! O apetite por destruição (sorry) dos rapazes reitera-se com o lançamento de Lords Have Mercy, de 2005 – o segundo álbum dos caras, produzido pelo ex-guitarrista do X, Billy Zoom. As line notes no encarte foram assinadas pelo fã ilustre Michael Davis.

Saiu há pouco o terceiro álbum da banda. Intitulado The Altamont Sin, o disco deve ser outra barulheira das brabas, porque com eles não tem muita conversa não! O negócio é ligar tudo no onze e salve-se quem puder! Segundo Davis: “Estou orgulhoso de estar associado a um grupo tão talentoso que reclama a era dourada do verdadeiro rock, a última era de um estilo autêntico. É bom que se traga isso para os dias de hoje!”. Muito bem menino Michael, falou e disse...